O que achamos do primeiro capítulo de T-Hunters

O que achamos do primeiro capítulo de T-Hunters

T-Hunters

Assumindo a responsabilidade de se arriscar mais em questões pessoais, o autor de T-Hunters decidiu já publicar o primeiro capítulo de seu mangá na plataforma Smocci. Israel Guedes é o criador do universo onde os personagens de T-Hunters são jogados e submetidos a uma primeira impressão sólida, porém com furos. Segundo o próprio autor, essa é sua primeira tentativa de criar uma série de mangá.

Crítica: pontos positivos

Antes de qualquer coisa, é de suma importância ressaltar o fato de que a obra ainda se encontra prematura, com apenas um capítulo e história com pontas abertas. No entanto, ainda que o período de existência do mangá seja pouco, é possível detectar pontos negativos e positivos no âmago do quadrinho. Assim, para que sejam mantidos os positivos, e evitados, os negativos.

Primeiramente, os diálogos sempre funcionam de maneiras a informar o leitor. Estão lá, dentro dos balões, para dizer o que pode ou não acontecer. Isso mantém, eventualmente, um equilíbrio entre o que se deve contar e o que ainda possui certa obrigação de ser um segredo para quem lê. De quebra, o mangá ainda abrange um vocabulário completamente integrado ao nosso cotidiano, o que facilita consideravelmente a compreensão das falas e dos fatos transmitidos através das palavras.

É nítida a estrutura inicial da história e sua composição, desde então. Existe um começo, e ele é nas páginas iniciais, enquanto o meio e o fim também encontram-se em seus devidos lugares ao contexto, valorizando e muito o modo como é sustentada a história para quem a acompanha.

A sequência de cenas também contribui para os pontos positivos e cria um ritmo agradável de se ler. Quadros em angulações dinâmicas e muita ação por parte dos personagens cria dinamismo em momentos perfeitos.

Critica: pontos negativos

É lógico. Com toda exposição chegam as opiniões, aglomerando-se entre si com dicas e sugestões que visam somente o bom andamento da obra — pelo menos da nossa parte. Com isso em mente, realizamos uma crítica à respeito do quadrinho e do que a capa promete, logo de cara, ao leitor.

Em primeiro lugar, a capa do mangá promete uma arte que não é vendida no decorrer do mangá. Na verdade, podem, sim, haver momentos em que o artista eleve drasticamente o nível de seu traço e ofereça ao leitor uma bela página rica em sentimento e dedicação. Porém, a arte contida na capa não é a mesma que faz-se presente no interior do mangá. Em várias situações, se vê acabada em traços grossos e que podem acidentalmente poluir um quadro ou outro. Vale destacar que nem todos os mangakás usam  o mesmo nível de detalhes sempre, quaisquer que sejam os quadros ou cenas. Todavia, o mangá em questão desequilibra, hora tornando o traço limpo e bem finalizado, outrora com ele eriçado, com poluição visual.
Acima, no tópico de pontos positivos a serem exaltados, citei os diálogos. Pois bem, na parte negativa, eles também fazem presença. Isso porque, em determinada cena, o protagonista conversa e arma debate com outro personagem em um restaurante sobre as doutrinas que o mundo carrega. Falam também de maneiras distorcidas de se encarar uma realidade diferente. Tudo normal, até então. Mas essa conversa ocorre entre dois desconhecidos. Tudo bem, é verdade que eles ficaram sabendo da existência um do outro horas antes, em uma briga – ou duelo –, mas o jeito com que o diálogo força o leitor a acreditar que aquela seria uma conversa filosófica, falha. E muito. Poderia haver um aproveitamento maior. A bandeja contendo os pensamentos profundos e visões do protagonista fora entregue sem mais nem menos.

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